A Paragem resume-se facilmente: um homem espera indefinidamente o autocarro e, nessa espera, questiona-se e redefine-se. Mas, num segundo tempo— e porque o teatro é, em acordo com Jerzy Grotowski (de quem o autor, Carlos Gouveia e Melo, se assume discípulo), uma relação física entre quem vê e quem representa — A Paragem pode tornar-se, a cada apresentação, um debate ou uma performance, desde que o espectador ou a espectadora o deseje. Daí que, projetando ambas as hipóteses, na primeira edição do texto (1979, edição de autor) se advirta: É crucial que à representação desta peça o número máximo de espectadores admitidos não ultrapasse os trinta. A Sala Mário Viegas comporta 102 lugares. Oxalá não esgote… Sejam bem-vindos!